segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Delírio

Ao tentar poetizar tua existência
Me vem a imponência dos teus raros realces
A meros desfalques me desobedeço
Qualquer desapreço considero falso
Como belos astros que afora iluminam
Por si próprios brilham enquanto divago
À velocidade da tua beleza
Desfragmentando-se ao vento en'stilhaços
Palavras te fogem perfumando o ar
Me calam e sedam me em meu habitat
Erroneamente me vejo atingido
Demasiadamente por ti abalado
Verdadeiramente por ti iludido
Futuramente por ti confortado
Rendido por todo valor que te cabe
Sentido quem sabe eu ache em teu sabor
Sequer estimado jamais antes visto
Meu sonambulismo tardiamente fraco
Me reabilite à realidade
De te desejar tão cedo quão tarde
Em meio a distância a dançar devagar
Pego me obsoleto, deveras de fato
Retido por meus próprios devaneios
Reflito-me à sombra da sublime sina
A dissipar bem toda e qualquer neblina
Te acho e te vejo te abraço e te tenho

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Catarse Refletida

Resolvi fazer este blog pessoal a partir do momento em que começo a escrever um punhado dos meus pensamentos e pontos-de-vista, na intenção de centralizá-los e compartilhá-los.
Ao ponderar sobre o presente e suas respectivas circunstâncias, tento ser sagaz e preciso ao olhar para trás e pra dentro de mim mesmo. Longe de ser um vício aprisionante, considero isso muito útil no alcance dos meus objetivos, na busca dos meus prazeres e na obtenção de confortantes sentimentos: de segurança a coragem, de paz a bravura, de amor a respeito. Trago e levo no peito a vontade de sentir na pele a realidade e vê-la refletir a seu modo, o belo e hospitaleiro onirismo. Enquanto orgulhos, valores e prestígios revezam-se à dança das vaidades, méritos nascem, sujos e opacos ou límpidos e radiantes. Minha estrada sorte pode ser tão rica quanto a de qualquer rei assim como a sua, paralelamente ou não. Apreciar nossas capacidades e reconhecer nossa força é digno de quem acredita na evolução do caráter. Que tudo isso desvie-se para o bem. Se eu pecar, que seja de olhos bem abertos. Quem aprecia a repetição do erro é o tolo que se cega às margens da vida. Que nossos olhos e palavras se cruzem na melhor hora.