sábado, 13 de agosto de 2011

Lamento

Vermes crentes e viventes nas próprias obviedades: infelizmente, convivemos com vós, que demonstram julgar a generosidade como um crime (subjetivo), abstendo-se de gentilezas abrangentes, nas quais passam-se por desapercebidas pelo fato da - covardemente omitida - deficiência perceptiva generalizada. Esta habilidade de permanecer quieto perante grandes e raras personalidades chega a ser invejável, assim como a habilidade de manipular e calcular friamente possíveis ações e reações para comentários catárticos, ou seja: esconder-se atrás dos próprios medos. Eis que a natural coragem de minha própria personalidade entra em cena devido ao prazer natural de se interagir com outros seres humanos, de forma que a partir de minha própria inteligência - cuja qual venho a julgar como amigável - eu possa perceber possíveis desgostos alheios. Infelizmente, minha inteligência perceptiva chegou ao ponto de me afetar emocionalmente. Friamente exata, talvez até mesmo humanamente equivocada. Me sinto um coringa neste playground tão rico que vem a ser o mundo. Quão belos são os subjetivamente felizes, a escancarar sorrisos por futilidades e ignorar dores alheias por prestígio. Em meio a isto tudo, orgulho-me da própria capacidade de abster-me de atitudes emocionais e momentâneas que eu já evitei e poderia ter colecionado em prol do medo alheio. Respeito e afeto de mãos dadas, são prazeres que eu não invejo mais por não os ter. Cada um com sua própria sorte. Ignorando egoístas ignorantes e manipuladores imaturos, continuo crescendo e expandindo-me à medida dos acontecimentos universais. Posso ter sido tido como uma vítima, posso ter sido tido como um herói. Quem julga em mim o que tu próprio enxerga, é a própria humanidade do mesmo - e quanta coisa isso pode vir a dizer! Claro: posso parecer confuso, assim como conceitos pessoais sobre mim. Análises frias não anulam minha benevolência. Acredito em Deus e ele pode me julgar. Minha religião é o próprio bem. Agradeço minha existência cuja qual estudo sempre. Vermes, acreditais no amor. Ele é o princípio para a isenção do próprio sofrimento. Quem sou? Um mero humano, grato pela própria inteligência e indiferente pela ausência de circuntâncias indispensáveis. Quanto já apreciei! Quanto já distribuí! Muitas vezes retribuído por conselhos distorcidos pela doença do egoísmo... Continuo vivendo num mundo onde infelizmente e quase por unanimidade o prazer está em ser melhor do que o próximo, ter mais do que o próximo e julgar mal o próximo. Quanta coisa pode-se aprender e apreciar estando vivo! Porque depois, quem pode ter certeza são os que já se foram (assim como os que irão)...