segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Delírio

Ao tentar poetizar tua existência
Me vem a imponência dos teus raros realces
A meros desfalques me desobedeço
Qualquer desapreço considero falso
Como belos astros que afora iluminam
Por si próprios brilham enquanto divago
À velocidade da tua beleza
Desfragmentando-se ao vento en'stilhaços
Palavras te fogem perfumando o ar
Me calam e sedam me em meu habitat
Erroneamente me vejo atingido
Demasiadamente por ti abalado
Verdadeiramente por ti iludido
Futuramente por ti confortado
Rendido por todo valor que te cabe
Sentido quem sabe eu ache em teu sabor
Sequer estimado jamais antes visto
Meu sonambulismo tardiamente fraco
Me reabilite à realidade
De te desejar tão cedo quão tarde
Em meio a distância a dançar devagar
Pego me obsoleto, deveras de fato
Retido por meus próprios devaneios
Reflito-me à sombra da sublime sina
A dissipar bem toda e qualquer neblina
Te acho e te vejo te abraço e te tenho

3 comentários:

  1. Ual!
    como assim você ia parar de escrever!

    Muito boom!


    ;*

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  2. ótimo pier man!
    Arregaaaaça meninooo...
    adoro textos nesse naipe!
    Pode colar na banca, eh noize man!
    vou te linkar lá!

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  3. Meu, que pena que convivemos por pouco tempo e não pude explorar seu talento !!!! Amei os textos, se me permitir vou indicar seu blog para meus alunos. Beijos
    P.S.: A palavra é nosso maior tradutor de almas. Beijos again. Rosana

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