Você é mais que um simples você.
Você é incompreensível, porque não é pra ser compreendida.
É pra ser sentida como o vento frio que sopra nas noites em devaneio.
Como o paradigma de um pesadêlo quebrado a força.
Na sua pele eu encontro o sublime prazer do tato.
Os poros ativos exalando vida.
Enquanto sua mente vagueia, pelos férteis campos da solitude.
Mente simplória.
Esperando alguma coisa parecida como um clímax final.
E o medo do vazio te atordoa, como um seixo atordoa o chão,
já calejado de sofrimento.
E você continua esperando.
Você se esforça pra me mostrar sua exuberância.
E eu sei o quanto.
Eu sei o quanto você sente por mim.
Quanto amor e quanto ódio.
E você tenta abraçar o silêncio.
Mas sabe que sem a minha presença vai ser difícil.
Então lembra que a razão de sua felicidade sou eu.
E sorri, só de pensar que eu existo e que estou aqui.
Apenas a meio sono de você.
Então, eu te espero.
Te espero como o dia espera o sol, e como a noite espera a lua.
Te espero como o inverno espera a garoa e como o verão espera a chuva.
Somos só nós.
Cercados pela rotina das atrações violentas,
admirados por coadjuvantes atrasados da excelência.
Acidentalmente ou não a razão da minha certeza te seduz e te conquista.
E me vem a estranha sensação de um pensamento obscuro e exato.
Nós somos um.
domingo, 15 de maio de 2011
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